segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O Andarilho - Friedrich W. Nietzsche





Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a Terra — e não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe. Mas ele observará e terá olhos abertos para tudo quanto realmente sucede no mundo; por isso não pode atrelar o coração com muita firmeza a nada em particular; nele deve existir algo de errante, que tenha alegria na mudança e na passagem. Sem dúvida esse homem conhecerá noites ruins, em que estará cansado e encontrará fechado o portão da cidade que lhe deveria oferecer repouso; além disso, talvez o deserto, como no Oriente, chegue até o portão, animais de rapina uivem ao longe e também perto, um vento forte se levante, bandidos lhe roubem os animais de carga. Sentirá então cair a noite terrível, como um segundo deserto sobre o deserto, e o seu coração se cansará de andar. Quando surgir então para ele o sol matinal, ardente como uma divindade da ira, quando para ele se abrir a cidade, verá talvez, nos rostos que nela vivem, ainda mais deserto, sujeira, ilusão, insegurança do que no outro lado do portão — e o dia será quase pior do que a noite. Isso bem pode acontecer ao andarilho; mas depois virão, como recompensa, as venturosas manhãs de outras paragens e outros dias, quando já no alvorecer verá, na neblina dos montes, os bandos de musas passarem dançando ao seu lado, quando mais tarde, no equilíbrio de sua alma matutina, em quieto passeio entre as árvores, das copas e das folhagens lhe cairão somente coisas boas e claras, presentes daqueles espíritos livres que estão em casa na montanha, na floresta, na solidão, e que, como ele, em sua maneira ora feliz ora meditativa, são andarilhos e filósofos. Nascidos dos mistérios da alvorada, eles ponderam como é possível que o dia, entre o décimo e o décimo segundo toque do sino, tenha um semblante assim puro, assim tão luminoso, tão sereno-transfigurado: — eles buscam a filosofia da manhã.

— Friedrich Wilhelm Nietzsche, in Humano, Demasiado Humano​.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Solicitação do uso de nome social


As aulas na rede estadual de ensino começam na próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro, e já no início do ano letivo alunos e professores travestis e transexuais têm direito a utilizar o nome social em sua escola. A ação faz parte da política de inclusão e respeito à diversidade da Educação e os interessados na alteração já podem fazer o pedido de mudança.

O projeto de adoção do nome social foi instituído no ano passado e prevê a inclusão do prenome em listas de chamada e diários de classe. LEIA MAIS.






quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Etapas da Olimpíada de Filosofia



Tema 2015:

“A presença do outro: que diferença isso faz para a minha existência?”



Etapa 1. Atividades nas Escolas.

Acontecem de 1º de março a 26 de setembro. Os professores de Filosofia interessados propões atividades didáticas a partir do tema geral do evento e as desenvolve com seus alunos. O formato das atividades é livre, a única exigência é que a investigação e a reflexão filosóficas norteiem as diferentes propostas.


Caberá ainda ao professor-coordenador dessa fase de atividades selecionar os alunos que participarão das Olimpíadas e, caso seja de seu interesse, contribuir com sugestões de textos e atividades, enviando material para a Coordenação da IV Olimpíada de Filosofia do Estado de São Paulo, a qual disponibilizará virtualmente todo o material encaminhado pelos professores.


Etapa 2. Atividades na Olimpíada.

Esta segunda e última fase consiste na apresentação e divulgação das Atividades nas Escolas.

As atividades olímpicas serão promovidas e organizadas pela Coordenação da IV Olimpíada de Filosofia do Estado de São Paulo e consistirão em:

a) Exposição e/ou apresentação de trabalhos artístico-filosóficos.

1. Espaço de exposição fixa: cartazes, fotos, pinturas, desenhos, poesias, esculturas ficarão expostas em um espaço destinado a esta modalidade e um tempo da programação será destinado à visita.

2. Apresentação de trabalhos artísticos: música, peças teatrais, dança e jograis serão apresentados. (duração máxima: 5 minutos)

3. Mostra de audiovisual (inspirada no “Festival do minuto”): apresentação de vídeos com duração de 1 minuto.

Os trabalhos selecionados para apresentação deverão estimular o diálogo filosófico que será realizado na modalidade Debates.


b) Debates.

1. As escolas poderão enviar, até o dia 30 de Agosto, um texto argumentativo (de até 2 páginas digitadas) sobre o tema geral das Olimpíadas, redigido pelos alunos. Os textos serão utilizados para o debate e publicados em formato digital.

2. Realização, durante o evento, de diálogo filosófico em forma de Comunidade de Investigação, com base no tema geral da Olimpíada e nos textos produzidos pelas escolas.

Observação: Os trabalhos apresentados pelos alunos servirão como sensibilização para os debates em forma de Comunidade de Investigação. Por uma questão de organização do tempo, para que todas as escolas possam apresentar seus trabalhos, cada escola poderá inscrever até:

1 trabalho artístico com duração de até 5 minutos.

1 vídeo com duração de 1 minuto. 

1 texto argumentativo (a ser encaminhado com antecedência para a Comissão Organizadora).

2 trabalhos para a exposição fixa. 

A apresentação de trabalhos não é obrigatória, cada escola pode escolher a modalidade a ser apresentada ou apenas participar assistindo as apresentações e ativamente dos Debates (momento culminante do evento).






sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não revolucionou a educação


Para o trio da Santo Caos, uma "consultoria de engajamento" de São Paulo, a resposta é que o modelo educacional é o mesmo. O aparato tecnológico é usado apenas como outra modalidade de material, sem alterar a maneira como o conteúdo é ensinado ou modificar a administração das verbas e do tempo.

Usando um método de pesquisa chamado "bola de neve", em que um entrevistado indica o próximo, os publicitários fizeram um documentário de 30 minutos que pretende esclarecer a questão com o título "Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não mudou a educação". LEIA MAIS 



Do Giz ao Tablet: porque a tecnologia não revolucionou a educação
www.youtube.com




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cinco motivos para estudar Filosofia


Infelizmente, a grande maioria das pessoas que começa a estudar filosofia desiste muito facilmente por considerarem a disciplina difícil ou muito cansativa. No entanto, se analisarmos as razões que nos levam a estudar e tentar perceber esta antiga disciplina, será mais fácil e menos duro fazê-lo. Por isso mesmo, vamos indicar-lhe as razões que consideramos fundamentais para que o estudo da filosofia seja feito com gosto e puro prazer. MAIS







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