terça-feira, 13 de março de 2018

FILOSOFIA AFRICANA


FILOSOFIA AFRICANA


Videoaula 1 – O estudo da Filosofia Africana, segundo Ramose

O professor Edson, da ONG Casa das Áfricas, nesta aula, apresenta-nos a discussão que Mogobe Bernard Ramose, filósofo sul-africano, faz a respeito da legitimidade e da possibilidade do estudo da Filosofia Africana por africanos e não-africanos. A sugestão é de que o(a) professor(a) faça interlocução com discussão sobre “O Que É Filosofia?” e “Por que estudar Filosofia?”, com o objetivo de despertar nos alunos as habilidades de reconhecimento de manifestações históricas e sociais do pensamento filosófico, bem como de identificação de movimentos associados ao processo de conhecimento. Dessa forma, compreender-se-á as etapas da reflexão filosófica para desenvolver-se o pensamento autônomo e questionador.
http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Default.aspx?tabid=8586


Videoaula 2 – Conhecimento: uma abordagem crítica

O que é o Conhecimento? Quem detém o monopólio de produção do Conhecimento? A partir destas duas perguntas, o professor Edson, da ONG Casa das Áfricas, traz os questionamentos de Paulin Hountondji, filósofo beninense , a respeito da produção filosófico-científica sobre o e do continente africano. A sugestão é de que se faça a interlocução com a discussão sobre a construção do conhecimento (Filosofia e História). Visa-se, portanto, à crítica da concepção de conhecimento científico como verdade absoluta, bem como o reconhecimento do conceito de memória e sua importância para a construção do conhecimento histórico e filosófico.
http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Default.aspx?tabid=8586


Videoaula 3 – Indicações Bibliográficas
Videoaula com indicações bibliográficas de filósofos brasileiros que se debruçam sobre os temas da Filosofia Africana e Filosofia Afro-brasileira.

PLENÁRIAS DA APROFFESP







Aos participantes: Não esqueça de pegar declaração e entregar na secretaria da escola. 


sábado, 3 de março de 2018

Professor da UNB cria site que disponibiliza obras em português de filósofos africanos


Para incrementar a cultura africana nas escolas e universidades brasileiras, Wanderson Flor do Nascimento, professor de filosofia da Universidade de Brasília (UNB), criou um site educativo, com obras literárias de filósofos africanos. A página Filosofia Africana se concretizou graças a um estudo realizado por ele, que encontrou como barreira a dificuldade de acesso aos materiais. Segundo o educador, a maioria dos títulos estão disponibilizados apenas em inglês ou francês. Em entrevista ao Jornal de Brasília, Wanderson conta sobre a idealização do projeto e explica como o material contribui para a formação dos estudantes e admiradores da cultura africana. MAIS






quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Exegese da Decadência (Emil Cioran)




“Cada um de nós nasceu com uma dose de pureza, predestinada a ser corrompida pelo comércio com os homens, por esse pecado contra a solidão. Pois cada um de nós faz o impossível para não se ver entregue a si mesmo. O semelhante não é fatalidade, mas tentação de decadência. Incapazes de guardar nossas mãos limpas e nossos corações intactos, chafurdamos sedentos de nojo e entusiastas de pestilência na lama unânime. E quando sonhamos mares convertidos em água benta, é tarde demais para mergulharmos neles, e nossa corrupção demasiado profunda nos impede de afogar-nos ali: o mundo infectou nossa solidão; as marcas dos outros em nós tornam-se indeléveis.

Na escala das criaturas, só o homem pode inspirar um nojo constante. A repugnância que provoca um animal é passageira; não amadurece no pensamento, enquanto que nossos semelhantes inquietam nossas reflexões, infiltram-se no mecanismo de nosso desapego do mundo para nos confirmar em nosso sistema de recusa e de não adesão. Depois de cada conversa, cujo refinamento indica por si só o nível de uma civilização, por que é impossível não sentir saudades do Saara e não invejar as plantas ou os monólogos infinitos da zoologia?

Se com cada palavra obtemos uma vitória sobre o nada, é apenas para melhor sofrer seu domínio. Morremos em proporção às palavras que lançamos em torno de nós... Os que falam não têm segredos. E todos nós falamos; nos traímos, exibimos nosso coração; carrasco do indizível, cada um esforça-se por destruir todos os mistérios, começando pelos seus. E se encontramos os outros, é para aviltar-nos juntos em uma fuga para o vazio, seja no intercâmbio de ideias, nas confissões ou na intrigas. A curiosidade não só provou a primeira queda, como as inúmeras quedas de todos o dias. A vida não é senão esta impaciência de decair, de prostituir as solidões virginais da alma pelo diálogo, negação imemorial e quotidiana do Paraíso. O homem só deveria escutar a si mesmo no êxtase sem fim do Verbo intransmissível, forjar palavras para seus próprios silêncios e acordes audíveis apenas a seus remorsos. Mas ele é o tagarela do universo; fala em nome dos outros; seu eu ama o plural. E o que fala em nome dos outros é sempre impostor. Políticos, reformadores e todos os que reivindicam um pretexto coletivo são trapaceiros. Só a mentira do artista não é total, pois só inventa a si mesmo. Fora do abandono ao incomunicável, da suspensão no meio de nossos arrebatamentos inconsolados e mudos, a vida é apenas um estrondo sobre uma extensão sem coordenadas, e o universo uma geometria que sofre de epilepsia.

(O plural implícito de "se" e o plural confessado do "nós" constituem o refúgio confortável da existência falsa. Só o poeta assume a responsabilidade do "eu", só ele fala em seu próprio nome, só ele tem o direito de fazê-lo. A poesia se degrada quando torna-se permeável à profecia ou à doutrina: a "missão" sufoca o canto, a ideia entrava o voo. O lado "generoso" de Shelley torna caduca a maior parte de sua obra: Shakespeare, felizmente, nunca "serviu" para nada.

O triunfo da não autenticidade tem seu acabamento na atividade filosófica, esta complacência no "se", e na atividade profética[religiosa, moral ou política], esta apoteose do "nós". A definição é a mentira do espírito abstrato; a fórmula inspirada, a mentira do espírito militante: uma definição encontra-se sempre na origem de uma templo; uma fórmula reúne inelutavelmente os fiéis. Assim começam todos os ensinamentos.

Como não se voltar então para a poesia? Ela te- como a vida- a desculpa de não provar nada.)”

(Breviário de Decomposição, pág. 30, ed. Rocco, 2011)


 Interpretação do século XIX da travessia de Caronte, por Alexander Litovchenko




O fazer filosófico de Emil Cioran


Herdeiro da tradição irracionalista, Emil Cioran (1911 – 1995) sugere a impossibilidade de escapar das aflições humanas, visto que não podemos nem afirmar e nem negar a nossa Vontade – a única coisa que restaria, então, seria conviver em um mundo de dor e sem propósito, podendo apenas aceitá-lo ou odiá-lo.

Enfatizando o instinto em detrimento da razão, o filósofo se colocará contra o modo com que é feito o exercício filosófico de seu tempo: um saber artificial e frio, que não toca nas aflições humanas, indiferente ao Homem e apático ao mundo, que suprime pensamentos mais elevados em prol de uma produção fechada em si mesma. MAIS





segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Curso: Gênero, sexualidade e diversidade sexual: desafios para a escola contemporânea



O curso Gênero, sexualidade e diversidade sexual: desafios para a escola contemporânea – 1ª Edição/2018 tem por objetivo a formação continuada dos educadores da SEE-SP. Ele parte da necessidade de garantir o acesso a informações e conhecimentos específicos relativos à diversidade e ao respeito aos direitos humanos e às competências necessárias para estabelecer o diálogo com os alunos, bem como para lidar com conflitos e preconceitos, a fim de que sejam capazes de educar para a garantia de direitos e para o exercício de respeito à diversidade. 

A quem se destina:
A todos os servidores da SEE-SP em exercício em quaisquer categorias, cargos ou funções dos três quadros da SEE-SP: QM, QAE e QSE, conforme a base da CGRH do mês de dezembro de 2017.

Benefícios:
Conhecer os conceitos de diversidade, gênero, sexualidade e relações étnico-raciais e sua aplicação na escola e no currículo;
Compreender a diversidade, de modo a garantir o respeito às diferenças, propiciando mudanças nas práticas pedagógicas das escolas, nos estudantes e na comunidade escolar.

Cronograma:
Inscrições: de 29/01 a 09/02/2018
Período de realização do curso: de 23/02 a 23/05/2018

Modalidade:
A distância, estudos autônomos no AVA-EFAP.

Carga Horária:
90 horas divididas em 3 módulos:

Módulos:
Módulo I – Gênero e educação
Módulo II – Sexualidade, diversidade sexual e educação
Módulo III – Diversidades, diferenças e desigualdades

Certificação:
Para fins de certificação serão considerados dois itens:
Realizar no mínimo 75% das atividades do curso. Como o curso é composto por três módulos é necessário realizar todas as atividades avaliativas do curso para ser aprovado(a).
Obter no mínimo 51% de aproveitamento das atividades avaliativas propostas no curso
Os certificados serão emitidos pela EFAP, após o término do curso e respectiva homologação em DOE.
O cursista apenas será certificado se completar a carga horária e avaliações determinadas neste plano de curso.
O cursista poderá utilizar o certificado do curso para a evolução funcional pela via não acadêmica, de acordo com a legislação vigente para seu quadro de atuação.







sábado, 6 de janeiro de 2018

Boitempo libera curso completo sobre “O capital”, de Marx, no YouTube


Para marcar a publicação do aguardado Livro III de O capital, de Karl Marx, a Boitempo organizou uma edição especial de seu tradicional Curso Livre Marx-Engels dedicada inteiramente à obra-prima de crítica da economia política de Marx. O curso completo está agora disponível integralmente no canal da Boitempo no YouTube, a TV Boitempo!

Coordenado pelo economista Marcelo Dias Carcanholo, o curso é dividido em quatro módulos, ministrados por alguns dos maiores estudiosos da obra marxiana no Brasil: Eleutério Prado, Leda Paulani e Jorge Grespan, além do próprio Carcanholo. Assista ao curso completo abaixo, e não deixe de se inscrever na TV Boitempo para acompanhar outros cursos deste tipo em primeira mão (o próximo curso começa na sexta-feira, dia 1º de outubro, será ministrado pelo psicanalista Christian Dunker e fará ao longo de sete aulas semanais uma leitura comentada de sua obra Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros, vencedora do último prêmio Jabuti)!




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